Estratégia de Marketing

5 ideias de vídeos para empresas pequenas criarem conteúdo

Formatos práticos para transformar rotina, conhecimento e bastidores em conteúdo recorrente

Alycia Zhu
Alycia Zhu
Publicado em 11 de agosto de 2026
5 min de leitura
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5 ideias de vídeos para empresas pequenas criarem conteúdo

Criar vídeos para uma empresa pequena não precisa significar produzir comerciais elaborados ou passar horas tentando descobrir uma ideia completamente nova para cada publicação. Na prática, uma estratégia de conteúdo pode funcionar melhor quando a empresa encontra alguns formatos que combinam com sua comunicação e passa a repeti-los com diferentes assuntos.

Isso permite transformar a produção de conteúdo em uma rotina. O empreendedor pode ter um formato para entreter, outro para mostrar os bastidores, outro para responder dúvidas e assim por diante. A ideia não é simplesmente repetir vídeos, mas criar estruturas reconhecíveis que facilitem tanto a produção quanto o acompanhamento pelo público.

5 formatos de vídeos para pequenas empresas

Criação de conteúdo não é uma receita de bolo, mas várias técnicas podem ser adaptadas para cada nicho, já que cada negócio possui necessidades diferentes e um público-alvo distintos. Uma clínica pode precisar transmitir conhecimento e segurança, enquanto uma hamburgueria pode ter liberdade para produzir esquetes e brincar com situações comuns do atendimento.

Por isso, antes de escolher o tipo de vídeo, considere o posicionamento da empresa, o produto vendido, quem aparecerá diante da câmera e o tipo de relacionamento que a marca pretende construir com seu público.

A seguir, conheça cinco ideias de vídeos que podem se transformar em formatos recorrentes para pequenas empresas.

1. Vídeos no estilo esquete

A esquete transforma situações comuns da empresa em pequenas cenas de humor. São vídeos rápidos, normalmente construídos em torno de um problema, comportamento ou conversa que o público reconhece.

Um restaurante, por exemplo, pode encenar aquele cliente que sempre pede algo fora do cardápio. Uma loja pode representar diferentes tipos de consumidores. Um profissional pode interpretar tanto ele próprio quanto seus clientes.

Esse formato funciona porque as pessoas não entram nas redes sociais somente procurando produtos. Elas também querem entretenimento. Quando a marca consegue fazer parte desse momento sem transformar cada vídeo em uma propaganda direta, o conteúdo ganha mais possibilidades de ser assistido e compartilhado.

Um exemplo interessante é o quadro "The Pastelaria", criado pela pastelaria Elson Pastel. Esse case de sucesso se inspirou na série The Office, um sitcom muito conhecido pelos jovens, e seguindo o mesmo tom de humor conquistou vários seguidores. A Suzane Iano foi a cabeça criativa por trás, e mostrou que até na cultura pop, que muitos acreditam estar saturado, ainda é possível encontrar inspiração criativa.

Para quais empresas esse formato funciona?

O estilo esquete costuma funcionar melhor para empresas cuja comunicação permite informalidade, como:

  • restaurantes;
  • cafeterias;
  • lojas;
  • salões de beleza;
  • oficinas;
  • academias;
  • pequenos e-commerces;
  • empresas de serviços com uma personalidade de marca descontraída.

É preciso, porém, avaliar se esse tipo de comunicação combina com o posicionamento esperado pelo consumidor.

Uma empresa que depende fortemente de uma imagem institucional pode precisar usar o humor com mais cautela. Isso não significa que profissionais de autoridade não possam fazer esquetes.

Exemplos reais do "estilo esquete"

1. Mari Krüger, criadora de conteúdo

Mari Krüger utiliza esquetes e situações de humor para transformar assuntos do cotidiano em conteúdos rápidos e fáceis de consumir. Sua presença digital mostra como um criador pode trabalhar personagens, exageros e situações reconhecíveis pelo público sem depender de uma produção complexa.

Para pequenas empresas, a principal referência está na construção das cenas. Situações comuns entre clientes e funcionários podem virar roteiros curtos, criando identificação enquanto o produto ou serviço aparece naturalmente dentro da história.

2. Dr. Ricardo Kores, médico infectologista

Dr. Ricardo Kores mostra que o formato de esquete também pode funcionar para profissionais que precisam construir autoridade. Seus conteúdos misturam informação sobre saúde, situações cotidianas, humor e uma comunicação provocativa.

Nesse caso, o entretenimento funciona como porta de entrada para assuntos que poderiam ser tratados de maneira muito mais técnica. É uma referência interessante para profissionais que desejam usar humor sem abandonar completamente o posicionamento de autoridade.

3. Dr. Glaucomflecken, médico e criador de conteúdo

Dr. Glaucomflecken é o personagem criado pelo oftalmologista norte-americano Will Flanary. Seus vídeos utilizam esquetes para representar médicos de diferentes áreas, pacientes e situações do sistema de saúde.

Uma característica marcante é a criação de personagens recorrentes. Para empresas pequenas, isso pode ser adaptado criando tipos reconhecíveis, como "o cliente apressado", "o cliente que pesquisou tudo no Google" ou até diferentes integrantes da própria equipe.

4. Bistro Huddy, entretenimento sobre restaurantes

Bistro Huddy é uma série criada por Drew Talbert a partir de situações vividas no setor de restaurantes. Nos vídeos, ele interpreta garçons, cozinheiros, gerentes, clientes e outros personagens dentro de um restaurante fictício.

O projeto é uma boa referência para restaurantes, bares, cafeterias e outros estabelecimentos que possuem contato constante com o público. Histórias comuns do atendimento podem gerar dezenas de roteiros sem que o produto precise aparecer como uma publicidade tradicional.

5. Big Lee's BBQ, restaurante

Big Lee's BBQ utiliza a personalidade do proprietário Rashad Jones e situações relacionadas ao restaurante como parte de sua presença nas redes sociais.

É uma referência interessante para fundadores que desejam se transformar em um dos personagens da própria marca. Em vez de criar uma comunicação institucional distante, o proprietário participa dos vídeos e ajuda a dar uma personalidade reconhecível ao negócio.

Gancho de roteiro para uma esquete

Estrutura

→ "Quando [tipo de cliente] pede [situação comum do negócio]..."

A partir daí, o empreendedor representa a situação exagerando comportamentos que o público reconhece.

Exemplo para uma cafeteria:

→ "Quando o cliente fala que não gosta de café forte e pede um espresso triplo."

O produto aparece dentro da história, e não como o motivo explícito do vídeo.

2. Vídeos no estilo programa de TV

Outra possibilidade é abandonar a lógica de vídeos completamente independentes e começar a produzir episódios.

Nesse formato, cada publicação apresenta uma pequena parte de uma história maior. Pode existir um objetivo, um problema, uma transformação ou simplesmente personagens e situações que continuam de um vídeo para outro.

O resultado se aproxima da dinâmica de um programa de televisão.

Em vez de pensar somente: "O que vou publicar hoje?", a empresa começa a pensar: "O que acontece no próximo episódio?". Essa mudança é importante porque cria expectativa.

Quando o usuário quer descobrir o resultado de uma obra, acompanhar a abertura de uma loja, descobrir se um projeto funcionou ou conhecer o próximo problema enfrentado pelo empreendedor, existe um motivo para retornar ao perfil.

Exemplos reais do "estilo programa de TV"

1. Jhenny Keller, criadora da série "Jhenny, a obra"

O projeto "Jhenny, a obra" transforma uma obra em uma narrativa acompanhada pelo público. Em vez de mostrar somente o resultado final, os acontecimentos, decisões e dificuldades se tornam episódios.

Essa estrutura pode ser adaptada por empresas que estão passando por alguma transformação. Uma mudança de endereço, lançamento de produto, reforma, expansão ou preparação para um evento pode render uma temporada inteira de conteúdos.

2. Baudelaire, marca e rotina empresarial

A Baudelaire utilizou conteúdos de rotina para fazer com que o público acompanhasse os acontecimentos da empresa e das pessoas por trás dela.

O diferencial está em transformar situações comuns do negócio em capítulos de uma história maior. O consumidor começa a acompanhar o processo e cria familiaridade com os fundadores antes mesmo de considerar uma compra.

3. Alexandra Gater, designer de interiores e criadora

Alexandra Gater produz séries de transformação de ambientes, com destaque para projetos em espaços pequenos. Cada reforma possui começo, desenvolvimento e resultado.

Para arquitetos, designers, marceneiros e empresas de reforma, o formato mostra como um projeto de cliente pode virar uma história. Briefing, escolha dos materiais, problemas encontrados e resultado final podem ser distribuídos entre diferentes vídeos.

4. Lone Fox, designer e criador de conteúdo

Lone Fox, projeto de Drew Scott, transforma reformas, decoração e projetos pessoais em conteúdos seriados.

Alguns projetos são acompanhados por vários vídeos, permitindo que o público conheça cada etapa antes de ver o resultado. O formato pode ser adaptado para qualquer empresa que tenha processos com começo, meio e fim.

Gancho de roteiro para vídeos em série

  • "Dia X tentando [objetivo]."
  • "Episódio X: [nome do quadro escolhido]."

O final precisa abrir alguma pergunta para o próximo episódio.

Exemplo:

"Hoje finalmente chegaram os móveis da nova loja. O problema é que descobrimos uma coisa que pode atrasar toda a inauguração."

A continuação vira motivo para acompanhar o perfil.

3. Vídeos no estilo making-of

O making-of compartilha algumas características do formato anterior, mas existe uma diferença importante. No estilo programa de TV, existe uma preocupação maior com narrativa, episódios e continuidade. No making-of, o principal valor está justamente na ausência de uma produção muito elaborada.

A câmera acompanha o que já está acontecendo.

Pode ser o corretor visitando um imóvel antes do cliente, o confeiteiro preparando os pedidos da manhã, a arquiteta indo conferir uma obra ou o proprietário organizando um novo espaço.

Exemplos reais do "estilo making-of"

1. Jully, criadora do projeto "Casa Abandonada"

Jully transformou a reforma de uma casa abandonada em conteúdo ao mostrar decisões, dificuldades, financiamento, problemas encontrados e avanços da obra.

A força desse formato está justamente em não apresentar uma versão perfeita do processo. O público acompanha o que acontece de verdade, inclusive quando alguma coisa sai diferente do planejado.

2. Lone Fox, designer e criador de conteúdo

Lone Fox também funciona como referência de making-of porque Drew Scott registra etapas reais das reformas, escolhas de materiais, visitas, testes e execução dos projetos.

A diferença em relação ao estilo programa de TV está na abordagem. Um vídeo pode simplesmente acompanhar o que aconteceu naquele dia, sem precisar construir um episódio completo ao redor da situação.

3. Mississippi Candle Company, marca de velas artesanais

A Mississippi Candle Company utiliza a rotina da empresa e sua produção como parte da comunicação digital.

Para negócios artesanais, esse tipo de conteúdo permite mostrar o trabalho que normalmente acontece longe dos olhos do consumidor. Produção, organização, preparação de pedidos e acontecimentos da rotina podem se transformar em pauta.

4. Angel Baked NYC, confeitaria

Angel Baked NYC utiliza a produção de cookies e a rotina da fundadora Abbey Kowalec como conteúdo.

É uma referência interessante para confeiteiros e pequenos negócios porque mostra que uma atividade cotidiana pode ser o próprio roteiro. Em vez de interromper o trabalho para produzir um vídeo elaborado, a câmera acompanha aquilo que já seria realizado.

Para quais empresas o making-of funciona?

Pode ser interessante para:

  • arquitetos;
  • engenheiros;
  • corretores;
  • construtoras;
  • confeiteiros;
  • restaurantes;
  • artesãos;
  • fotógrafos;
  • produtoras;
  • lojas;
  • oficinas;
  • negócios de eventos;
  • empresas que trabalham com fabricação própria.

A grande vantagem é que a pauta já existe, e a própria rotina fornece os assuntos que mais geral curiosidade sobre o próprio negócio.

Gancho de roteiro para making-of

Estrutura

"Vem comigo enquanto eu [atividade real]."

Exemplos:

"Vem comigo avaliar um apartamento antes de apresentar para o cliente."

"Hoje temos 47 pedidos para despachar e eu vou mostrar como fazemos isso."

"Esse é o problema que encontramos na obra hoje."

A câmera funciona quase como um acompanhante do empreendedor.

4. Vídeos no estilo autoridade

Nem toda empresa precisa produzir humor ou transformar a rotina em entretenimento.

Em muitos segmentos, informar é a principal ferramenta para conquistar atenção.

É o caso de advogados, arquitetos, consultores, profissionais da estética, salões de beleza, clínicas e empresas que vendem serviços mais complexos.

O conteúdo de autoridade responde dúvidas, explica conceitos e ajuda o consumidor a compreender melhor aquilo que pretende contratar.

A lógica, porém, precisa ser bem definida.

Eduque o cliente, não entregue todo o serviço

Para empreendedores prestadores de serviço, existe uma diferença entre educar e ensinar todo o processo operacional. O objetivo não precisa ser transformar o seguidor em especialista. Uma arquiteta pode explicar por que determinada decisão aumenta o custo de uma reforma sem ensinar todas as etapas necessárias para executar um projeto arquitetônico.

Um advogado pode explicar como determinado processo funciona sem substituir uma análise jurídica individual. Um cabeleireiro pode mostrar por que determinada coloração apresentou um resultado ruim sem transformar cada publicação em um curso técnico completo. Assim, o consumidor chega mais preparado para uma reunião, orçamento ou consulta.

Ele entende o problema, conhece parte do processo e consegue formular perguntas melhores, mas continua percebendo o valor do profissional.

Exemplos reais do "estilo autoridade"

1. Juba Colorida, profissional de cabelo e coloração

Juba Colorida utiliza conhecimento sobre cabelos, cores e procedimentos como matéria-prima para os conteúdos.

Esse modelo funciona porque dúvidas que surgiriam durante o atendimento podem ser respondidas antes mesmo do primeiro contato. Para salões e profissionais da beleza, problemas, mitos, erros e cuidados são fontes constantes de pauta.

2. Reger Arquitetura, escritório de arquitetura

A Reger Arquitetura representa um formato que arquitetos e escritórios podem utilizar para explicar decisões que normalmente não são percebidas por quem contrata o serviço.

O conteúdo pode abordar erros em reformas, escolha de materiais, distribuição dos ambientes, custos e decisões de projeto. A empresa demonstra conhecimento sem precisar transformar cada publicação em uma aula de arquitetura.

3. Miriane Ferreira, profissional da área da beleza

Miriane Ferreira utiliza o conhecimento profissional como elemento central da produção de conteúdo, mostrando como questões técnicas podem ser traduzidas para uma linguagem compreensível pelo consumidor.

Esse tipo de perfil é uma referência para profissionais que desejam preparar melhor seus clientes antes do atendimento, explicando procedimentos, expectativas e cuidados.

4. Law By Mike, advogado

Law By Mike é o projeto do advogado norte-americano Mike Mandell. Seus vídeos transformam situações jurídicas em explicações rápidas, frequentemente partindo de perguntas que despertam curiosidade.

Para advogados, contadores, consultores e profissionais de serviços complexos, a referência está em encontrar dúvidas que o público realmente possui e transformá-las em conteúdos simples de compreender.

5. Brad Mondo, cabeleireiro e criador de conteúdo

Brad Mondo construiu sua presença digital falando sobre cortes, colorações, transformações e erros relacionados aos cabelos.

Um dos formatos recorrentes envolve analisar situações e explicar por que determinado resultado aconteceu. Pequenos negócios podem adaptar essa lógica analisando problemas frequentes do próprio mercado e apresentando a visão de um profissional.

6. The B1M, mídia especializada em construção

The B1M transforma arquitetura, engenharia, construção e grandes projetos em conteúdos compreensíveis para pessoas que não trabalham necessariamente nesses setores.

A principal referência para empresas pequenas está na simplificação. Um assunto pode ser técnico sem que o vídeo precise utilizar uma linguagem difícil. O profissional demonstra que entende o tema justamente porque consegue explicá-lo de maneira clara.

Gancho de roteiro para autoridade

Estrutura

  • "Antes de contratar [serviço], você precisa saber disso."
  • "3 coisas que eu verificaria antes de..."
  • "Esse erro pode aumentar o custo do seu..."
  • "Por que profissionais fazem X em vez de Y?"
  • "Se você está pensando em fazer X, cuidado com isso."

Esses ganchos partem de dúvidas que normalmente surgiriam durante uma reunião comercial.

5. Vídeos no estilo conceitual

Em alguns negócios, falar não é necessário, o próprio produto pode sustentar o vídeo e instigar o engajamento. É nesse cenário que entram os conteúdos conceituais, vídeos focados em imagem, textura, movimento, sons e detalhes. Eles aparecem com frequência em marcas de:

  • velas;
  • cerâmica;
  • papelaria;
  • confeitaria;
  • joias;
  • cosméticos;
  • artesanato;
  • decoração;
  • roupas;
  • acessórios;
  • produtos para casa.

O ASMR acústico e visual deve fazer parte dessa estratégia. Sons de embalagens sendo abertas, papel sendo cortado, chocolate quebrando, uma vela sendo acesa ou cerâmica sendo trabalhada transformam o próprio produto em estímulo visual e sonoro.

Estudos sobre ASMR indicam que a combinação entre imagem e som pode intensificar a experiência. Uma pesquisa publicada em 2026 na Frontiers in Psychology aponta que estímulos audiovisuais podem provocar sensações de ASMR mais fortes do que estímulos apenas sonoros, principalmente quando aquilo que aparece na imagem corresponde ao som ouvido

O objetivo é fazer o usuário imaginar o produto com ele

Perfis como Lawa Candle, @sumlilthings e @akemibakes trabalham dentro desse universo visual. O conteúdo não precisa explicar todas as características do produto. Ele vende uma sensação: 

  • Uma vela pode representar uma noite tranquila em casa.
  • Uma peça de cerâmica pode representar uma mesa de café da manhã.
  • Uma papelaria pode representar uma rotina organizada.
  • Uma embalagem pode representar a experiência de receber uma compra.

Por isso, esse formato pode funcionar tanto para produtos acessíveis quanto para produtos de luxo, o que muda é a atmosfera construída:

  • Um produto premium pode explorar exclusividade, acabamento e detalhes.
  • Um produto mais barato pode trabalhar a ideia de pequenos prazeres acessíveis no cotidiano.

Entre as referências internacionais, Royalty Soaps transforma o processo de criação dos sabonetes em parte do conteúdo. A marca mostra seus produtos sendo produzidos nas redes e já publicou até vídeos inteiramente orientados por ASMR durante a fabricação.

A Elyse Breanne Design também é uma boa referência para papelaria e produtos de lifestyle. A empresa começou como uma pequena loja no Etsy e cresceu a partir dos trabalhos artísticos de sua fundadora.

Já a Mississippi Candle Company oferece uma referência direta para negócios de velas e produtos artesanais, combinando produto, processo e história da fundadora.

Gancho de roteiro para conteúdo conceitual

Estrutura

Aqui o gancho pode ser visual, e não necessariamente falado. Algumas possibilidades:

  • "POV: seu pedido acabou de chegar."
  • "Prepare um pedido comigo."
  • "Do bloco de argila ao produto final."
  • "Uma manhã usando nossos produtos."
  • "Fazendo a vela que você pediu."
  • "Embale um pedido comigo."
  • "Trabalhando em silêncio."

Também é possível começar simplesmente com o som ou movimento mais satisfatório do processo e revelar o produto alguns segundos depois.

Como escolher qual ideia de vídeo funciona para sua empresa?

Não é necessário escolher somente um formato, uma empresa pode combinar diferentes estilos dentro de uma mesma estratégia. Além disso, testar formatos diferentes ajuda muito na hora de estudar o próprio público e analisar o perfil. 

  • Uma arquiteta, por exemplo, pode publicar conteúdo de autoridade explicando decisões de projeto, fazer making-of durante visitas às obras e criar uma série acompanhando uma reforma específica.
  • Uma confeitaria pode publicar esquetes durante a semana, mostrar os bastidores da produção aos finais de semana e usar vídeos conceituais para apresentar novos produtos.

O mais importante é encontrar formatos repetíveis de vídeos, ganchos fáceis de replicar e estilos de gravação e edição que são sustentáveis a longo prazo. Isso garante que a consistência não será um problema a longo prazo.

Quando cada postagem depende de uma ideia completamente nova, produzir conteúdo se torna cansativo. Quando existem quadros definidos, o empreendedor precisa encontrar apenas um novo assunto para colocar dentro de uma estrutura que já funciona.

Crie formatos, não publicações isoladas

Uma maneira prática de organizar a estratégia é transformar cada estilo em um quadro.

Por exemplo:

Quadro 1: "Cliente sempre pergunta"

Conteúdo de autoridade.

Quadro 2: "Coisas que acontecem aqui"

Esquetes.

Quadro 3: "Construindo nosso novo espaço"

Programa de TV.

Quadro 4: "Um dia por aqui"

Making-of.

Quadro 5: "Produzindo seu pedido"

Conteúdo conceitual.

Assim, cinco formatos podem gerar dezenas de vídeos ao longo dos meses.

Organize a produção de conteúdo da sua empresa

Ter boas ideias ajuda, mas produzir conteúdo constantemente também exige organização.

Uma pequena empresa normalmente precisa dividir a atenção entre atendimento, vendas, operação, financeiro e diversas outras atividades. Por isso, gravar e publicar tudo no mesmo dia nem sempre é a melhor solução.

Uma alternativa é separar um período para gravar vários conteúdos, preparar as publicações com antecedência e organizar um calendário.

Com a Intellux, é possível deixar os posts pré-agendados e organizar a rotina de publicação. Dessa forma, a empresa pode reservar os momentos mais tranquilos para gravar seus conteúdos, preparar as postagens com calma e manter as redes sociais atualizadas sem depender de uma corrida diária para decidir o que publicar.

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